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sexta-feira, 28 de junho de 2013
sábado, 15 de dezembro de 2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Relato de Experiência em Saúde Mental
http://agoraparana.uol.com.br/cidade/pinhais/7231-pinhais.html
CAPS II de Pinhais resgata autonomia de seus usuários
Equipe do CAPS II Foto: Divulgação
Disponibiliza atendimentos com profissionais de diversas especialidades, como psicologia, psiquiatria, terapia ocupacional, assistência social e enfermagem
O CAPS II - Centro de Atenção Psicossocial de Pinhais possui atualmente 176 usuários, que são encaminhados de outros serviços da rede municipal de saúde, ou que buscam o tratamento de maneira espontânea. Com um quadro funcional de 13 servidores, disponibiliza atendimentos com profissionais de diversas especialidades, como psicologia, psiquiatria, terapia ocupacional, assistência social e enfermagem, e trata pessoas com transtorno mental grave e persistente.
Os usuários frequentam o CAPS em regimes que variam em: Intensivo - cinco dias na semana; semi-intensivo - três vezes na semana e não intensivo - três vezes ao mês, sendo que durante o tratamento será atendido por todas as especialidades. São realizados alguns procedimentos, que iniciam com o acolhimento, que é feito por profissional de nível superior, responsável por avaliar se o paciente apresenta transtorno mental grave e persistente, e será inserido no CAPS II.
Caso no acolhimento verifique-se a necessidade de tratamento adequado, são agendadas avaliações com os demais profissionais da equipe técnica que é composta por, um psiquiatra, uma psicóloga, uma terapeuta ocupacional e uma enfermeira. Após passar por todas as avaliações é definido em qual dos três regimes o usuário deve frequentar o CAPS II, intensivo, semi-intensivo ou não- intensivo.
O Projeto Terapêutico Singular é realizado pelo usuário e pela equipe como proposta para seu tratamento, para a melhora do seu quadro. Juntos traçam objetivos a serem alcançados, reavaliam os já conquistados e definem novas metas, a cada seis meses nos projetos terapêuticos singulares agendados.
Durante o tratamento existem os atendimentos em grupo, com grupos de educação, oficinas terapêuticas, geradoras de renda, culinária, e tantas outras, que auxiliam na recuperação do usuário. "A oficina de culinária é que mais tem mostrado resultados positivos, pois nela eles praticam a interação, a troca de experiências, conhecem a própria capacidade", ressalta a Psicóloga Jucemara Ferraz Rodrigues Anar, que coordena o Centro de Atenção Psicossocial. Além disso, são realizadas visitas domiciliares, atividades comunitárias, como participação de eventos, caminhadas, etc. Existem também os atendimentos para a família, as quais desempenham um importante papel na eficácia do tratamento.
Após o processo de tratamento e avaliação de cada etapa, quando chega momento para receber a alta, o usuário é encaminhado para o centro de especialidades, para acompanhamento de psiquiatra e psicólogo. "O tempo total de tratamento no CAPS II é variável, mas nossa meta é que não seja prolongado por anos, pois o principal objetivo é a inserção social e o resgate da autonomia do usuário", destaca Jucemara.
Conheça as histórias de usuários do CAPS II, Em seus depoimentos serão identificados apenas por suas iniciais
Durante o tratamento existem os atendimentos em grupo, com grupos de educação, oficinas terapêuticas, geradoras de renda, culinária, e tantas outras, que auxiliam na recuperação do usuário. "A oficina de culinária é que mais tem mostrado resultados positivos, pois nela eles praticam a interação, a troca de experiências, conhecem a própria capacidade", ressalta a Psicóloga Jucemara Ferraz Rodrigues Anar, que coordena o Centro de Atenção Psicossocial. Além disso, são realizadas visitas domiciliares, atividades comunitárias, como participação de eventos, caminhadas, etc. Existem também os atendimentos para a família, as quais desempenham um importante papel na eficácia do tratamento.
Após o processo de tratamento e avaliação de cada etapa, quando chega momento para receber a alta, o usuário é encaminhado para o centro de especialidades, para acompanhamento de psiquiatra e psicólogo. "O tempo total de tratamento no CAPS II é variável, mas nossa meta é que não seja prolongado por anos, pois o principal objetivo é a inserção social e o resgate da autonomia do usuário", destaca Jucemara.
Conheça as histórias de usuários do CAPS II, Em seus depoimentos serão identificados apenas por suas iniciais
S.A.L tem 40 anos, foi motorista de ônibus e hoje está aposentado.
“Comecei a sentir alguns sintomas, como alucinações. Procurei tratamento e foi diagnosticado um quadro de transtorno bipolar e depressão profunda. Quando cheguei ao CAPS, em novembro de 2008 (S.A.L, brinca ao dizer que está com ótima memória), não conversava com ninguém, ficava isolado, e pensei até mesmo em suicídio. Meu convívio familiar estava péssimo, pois meu filho tinha medo de mim, e minha esposa intermediava nossa relação “, declara. Hoje prestes a receber alta do CAPS, S.A.L conta que no início tomava dez tipos medicamentos diferentes, e agora precisa tomar apenas dois. “Posso dizer seguramente, que se não fossem os profissionais do CAPS, e Deus, não estaria aqui falando com vocês. O trabalho de todos que me auxiliaram de alguma forma, salvou minha vida”. S.A.L, durante o tratamento aprendeu a fazer artesanato em E.V.A e hoje consegue ensinar outras pessoas, e ainda ganha um dinheiro extra.
“Comecei a sentir alguns sintomas, como alucinações. Procurei tratamento e foi diagnosticado um quadro de transtorno bipolar e depressão profunda. Quando cheguei ao CAPS, em novembro de 2008 (S.A.L, brinca ao dizer que está com ótima memória), não conversava com ninguém, ficava isolado, e pensei até mesmo em suicídio. Meu convívio familiar estava péssimo, pois meu filho tinha medo de mim, e minha esposa intermediava nossa relação “, declara. Hoje prestes a receber alta do CAPS, S.A.L conta que no início tomava dez tipos medicamentos diferentes, e agora precisa tomar apenas dois. “Posso dizer seguramente, que se não fossem os profissionais do CAPS, e Deus, não estaria aqui falando com vocês. O trabalho de todos que me auxiliaram de alguma forma, salvou minha vida”. S.A.L, durante o tratamento aprendeu a fazer artesanato em E.V.A e hoje consegue ensinar outras pessoas, e ainda ganha um dinheiro extra.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Terapia Ocupacional em Braga - Portugal.
Braga: utentes do Hospital de Dia do Serviço de Psiquiatria apresentam trabalhos de expressão artística
- 2012-07-22
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Durante os meses de Julho e Agosto está patente no Hospital de Braga uma exposição de trabalhos desenvolvidos pelos utentes do Hospital de Dia do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental, realizados no âmbito da terapia ocupacional. A exposição pode ser visitada na entrada principal do hospital.
Os trabalhos expostos estão inseridos no Programa Terapêutico do Hospital de Dia, o qual compreende, para além do acompanhamento psiquiátrico e psicológico e das psicoterapias individuas e de grupo, a terapia ocupacional, designadamente os ateliês de pintura e outras formas de expressão de arte.
Esta exposição, que marca a passagem de um ano após a criação do Hospital de Dia do Serviço de Psiquiatria, pretende mostrar ao público a mais valia que constituiu a criação desta unidade funcional.
De acordo com o Director de Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de Braga, Dr. Bessa Peixoto, a criação do Hospital de Dia “assenta na evidência científica de que a hospitalização parcial em psiquiatria constitui uma mais-valia considerável no tratamento de uma parte significativa dos doentes, seja como alternativa ao internamento completo ou como complementaridade a este, permitindo tempos de internamento efetivos mais curtos e consequentemente uma reintegração sócio-familiar e profissional mais precoce”.
Os trabalhos desenvolvidos pelos utentes são igualmente um reflexo do esforço de toda a equipa que constitui o Hospital de Dia deste Serviço, do qual fazem parte o Dr. Joaquim Duarte, coordenador, a Dra. Maria Luísa Silva, a Dra. Cristiana Lopes, psicóloga clínica, a Enf.ª Maria das Dores, o Enf. Américo Fânzeres, a Dra. Sylvie Saldanha, terapeuta ocupacional, e a Dra. Liliana Silva assistente social. A elaboração dos trabalhos criados pelos utentes do Hospital de Dia do serviço contou também com a colaboração da assistente operacional do serviço Albina Pereira.
*** Nota elaborada pelo Hospital de Braga ***
Os trabalhos expostos estão inseridos no Programa Terapêutico do Hospital de Dia, o qual compreende, para além do acompanhamento psiquiátrico e psicológico e das psicoterapias individuas e de grupo, a terapia ocupacional, designadamente os ateliês de pintura e outras formas de expressão de arte.
Esta exposição, que marca a passagem de um ano após a criação do Hospital de Dia do Serviço de Psiquiatria, pretende mostrar ao público a mais valia que constituiu a criação desta unidade funcional.
De acordo com o Director de Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de Braga, Dr. Bessa Peixoto, a criação do Hospital de Dia “assenta na evidência científica de que a hospitalização parcial em psiquiatria constitui uma mais-valia considerável no tratamento de uma parte significativa dos doentes, seja como alternativa ao internamento completo ou como complementaridade a este, permitindo tempos de internamento efetivos mais curtos e consequentemente uma reintegração sócio-familiar e profissional mais precoce”.
Os trabalhos desenvolvidos pelos utentes são igualmente um reflexo do esforço de toda a equipa que constitui o Hospital de Dia deste Serviço, do qual fazem parte o Dr. Joaquim Duarte, coordenador, a Dra. Maria Luísa Silva, a Dra. Cristiana Lopes, psicóloga clínica, a Enf.ª Maria das Dores, o Enf. Américo Fânzeres, a Dra. Sylvie Saldanha, terapeuta ocupacional, e a Dra. Liliana Silva assistente social. A elaboração dos trabalhos criados pelos utentes do Hospital de Dia do serviço contou também com a colaboração da assistente operacional do serviço Albina Pereira.
*** Nota elaborada pelo Hospital de Braga ***
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Estágios na Faculdade-Psiquiatria - Casa de Saúde Nossa Senhora da Glória

CASA DE SAUDE NOSSA SENHORA DA GLORIA LTDA |
Endereço
|
Bairro: CACHOEIRA
Cidade: CURITIBA Estado: PR
|
Esse é o atual endereço da Casa de Saúde Nossa Senhora da Glória, Porém quando nós fizemos estágio lá, ficava na principal avenida do Bairro Portão, em Curitiba, Em uma casa antiga com muitas edícolas. O Hospital, pelo que se contava, já havia sido bom, porém com o decorrer dos anos, foi se degradando e se tornou em um verdadeiro hospício ou manicômio, como queiram. Quem esteve lá, jamais esquece. Cada estagiário recebia um pavilhão para atender. Basicamente, atividades da vida diária, atividades recreativas, esportivas e artesanais, eram realizadas com os internos. Havia uma antiga sala de Terapia Ocupacional para nos reunirmos, mas os atendimentos eram mesmo, nos refeitórios e enfermarias e pátio "gramado".
![]() |

Em nossa sala haviam álbuns antigos, nos quais se viam belas fotos, foi uma bela casa, e quem começou o hospital, tinha noções de reforma psiquiátrica. Porém com o decorrer do tempo, conveniado com o INAMPS - Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social, durante muitos anos de governo militar, deterioraram os ideais dos fundadores e da sociedade.
Apesar disso tudo, divertíamos-nos muito, aprendíamos muito com a Professora Leila, Com os internos, com um psiquiatra chamado Gilson.
Havia locais em que era proibida a nossa entrada e nas salas de eletroconvulsoterapia, entrei uma ou 2 vezes, sem anestesia, nem para nós nem para o interno. Usava-se antigas técnicas de contenção, "camisa de força" , chegamos a experimentar! Por haver pouco pessoal de Enfermagem, pacientes passavam mais de 12 horas contidos no leito, urinados e defecados e com mãos e pés roxos. Imaginem isso aliado ao frio rigoroso de Curitiba. Havia eventuais óbitos.Contenção química, cela de contenção física almofadada, isolamento...
A maioria dos internos, nunca era visitado, alguns moravam lá a pedido da família que pagava e buscava finais de semana. Aprendemos o que era "dieta de hospício": arroz com repolho, todos os dias e no domingo, um pedaço de carne, praticamente todos os chuveiros eram frios, quer dizer, gelados. Tínhamos fazer treino de banho bem rápido e ir correndo para o pátio fazer aquecimento!
Bem, como essa história é longa e pesada, continuarei o relato em próxima postagem, com fatos inusitados e cômicos!
domingo, 20 de novembro de 2011
Recebi do amigo virtual, Ivon Lopes:
O louco
Junqueira Freire
Não, não é louco. O espírito somente
É que quebrou-lhe um elo da matéria.
Pensa melhor que vós, pensa mais livre,
Aproxima-se mais à essência etérea.
Achou pequeno o cérebro que o tinha:
Suas idéias não cabiam nele;
Seu corpo é que lutou contra sua alma,
E nessa luta foi vencido aquele.
Foi uma repulsão de dois contrários;
Foi um duelo, na verdade insano:
Foi um choque de agentes poderosos:
Foi o divino a combater com o humano.
Agora está mais livre. Algum atilho
Soltou-se-lhe do nó da inteligência;
Quebrou-se o anel dessa prisão de carne,
Entrou agora em sua própria essência.
Agora é mais espírito que corpo:
Agora é mais um ente lá de cima;
É mais, é mais que um homem vão de barro:
É um anjo de Deus, que Deus anima.
Agora, sim - o espírito mais livre
Pode subir às regiões supernas:
Pode, ao descer, anunciar aos homens
As palavras de Deus, também eternas.
E vós, almas terrenas, que a matéria
Ou sufocou ou reduziu a pouco,
Não lhe entendeis, por isso, as frases santas,
E zombando o chamais, portanto: - um louco!
Não, não é louco. O espírito somente
É que quebrou-lhe um elo da matéria.
Pensa melhor que vós, pensa mais livre,
aproxima-se mais à essência etérea.
Junqueira Freire
Não, não é louco. O espírito somente
É que quebrou-lhe um elo da matéria.
Pensa melhor que vós, pensa mais livre,
Aproxima-se mais à essência etérea.
Achou pequeno o cérebro que o tinha:
Suas idéias não cabiam nele;
Seu corpo é que lutou contra sua alma,
E nessa luta foi vencido aquele.
Foi uma repulsão de dois contrários;
Foi um duelo, na verdade insano:
Foi um choque de agentes poderosos:
Foi o divino a combater com o humano.
Agora está mais livre. Algum atilho
Soltou-se-lhe do nó da inteligência;
Quebrou-se o anel dessa prisão de carne,
Entrou agora em sua própria essência.
Agora é mais espírito que corpo:
Agora é mais um ente lá de cima;
É mais, é mais que um homem vão de barro:
É um anjo de Deus, que Deus anima.
Agora, sim - o espírito mais livre
Pode subir às regiões supernas:
Pode, ao descer, anunciar aos homens
As palavras de Deus, também eternas.
E vós, almas terrenas, que a matéria
Ou sufocou ou reduziu a pouco,
Não lhe entendeis, por isso, as frases santas,
E zombando o chamais, portanto: - um louco!
Não, não é louco. O espírito somente
É que quebrou-lhe um elo da matéria.
Pensa melhor que vós, pensa mais livre,
aproxima-se mais à essência etérea.
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